Blog do PCO - Paulo César de Oliveira Belo Horizonte, 07/02/2012
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21 00:58:10/01/2012

Artigo - Dilma, Aécio, Serra e a sucessão

Começa a se formar um consenso de que, a continuar com o governo como está,
a presidente Dilma Rousseff será reeleita em 2014. Cansei de ouvir isso na
semana passada, em São Paulo. Não de petistas ou simpatizantes, mas de
vários tucanos empedernidos que não se constrangem em elogiar abertamente a
performance de Dilma. Não escondem a preocupação de que, mais uma vez, os
³tucanos² sejam derrotados na disputa presidencial. Dessa forma, para eles,
ainda não será desta vez que o mineiro Aécio Neves será candidato a
presidente da República. Todos têm a convicção de que ele não entra na
chamada ³bola dividida². Os ³tucanos² e alguns de seus próximos, com quem
conversei, também são unânimes em afirmar que o eterno candidato José Serra,
mesmo sabendo que não tem chances, vai lutar com todas as armas ­ e ele não
escolhe quais, mesmo as pouco éticas ­ para ser o candidato do PSDB,
deixando Aécio de fora novamente. Aliás, sabe-se que Serra trabalha mais,
hoje, para atazanar o desafeto mineiro do que a favor de sua própria
candidatura. O que se diz é que Serra teria afirmado, há algum tempo, que
enquanto não for presidente o seu colega Aécio não será. São inimigos
cordiais, ou pelo menos adversários cordiais e todas as vezes em que estão
juntos fazem apenas o jogo de cena político. Enquanto isso, os outros
partidos vão crescendo e o PSDB, cujas estrelas maiores, em atividade
eleitoral, são os dois, vai ficando para trás. Até porque fazer oposição
para valer, ao modelo PT, não faz parte do perfil de Aécio, que é muito mais
da conciliação. Nesse vazio oposicionista, o senador tucano Álvaro Dias,
para ocupar espaço, já lançou seu nome como candidato à presidência em 2014.
Mas muita água ainda vai rolar. Só que os mineiros, tucanos ou não, andam
preocupados, pois tudo que o querem ver é Minas, de fato, na presidência da
República e veem em Aécio o caminho mais curto.




15 01:09:02/01/2012

Artigo - Belo Horizonte é um oásis

As chuvas que atingiram Minas Gerais, nos últimos dias, e Belo Horizonte, em
especial, evidenciaram a falta de um trabalho mais rigoroso de prevenção na
maioria das cidades mineiras. Belo Horizonte é, no entanto, exceção nesse
aspecto, não apenas no estado, mas no país. Exemplo de cidade que soube
desenvolver um plano de longo prazo ­ iniciado lá nos anos de 1990 ­, que
agora começa a colher seus resultados positivos, reconhecidos por todos. A
revista Veja da semana passada ressalvou esse fato, dando destaque à
drástica redução de moradores em áreas críticas, dando crédito ao prefeito
Marcio Lacerda. Não que a cidade esteja imune aos efeitos das enchentes, que
isso nenhum lugar do mundo está, mas, na capital mineira, as consequências
das chuvas estão bem minimizadas e não se registram mortes por causa de
enchentes há pelo menos três anos. O trabalho de seguidas administrações
ganhou ritmo mais intenso com o prefeito Marcio Lacerda, que, já no seu
segundo dia de governo, literalmente, colocou o pé na lama, rodando a cidade
para conhecer de perto, e buscar soluções, para os estragos da chuva que
caíra no dia de sua posse. Ainda estamos longe de vermos solucionados os
problemas de drenagem da cidade. Talvez nunca se consiga deixar Belo
Horizonte ­ que sofreu, e ainda sofre, com a ocupação desordenada de seu
espaço ­ livre de alagamentos, interrupções de vidas, deslizamentos de
encostas e morros, atingindo residências. Certamente, isso não vai
acontecer, mas pelo menos temos a tranquilidade, e disso podemos nos
orgulhar, de que não seremos vítimas de grandes tragédias. Que isso sirva de
exemplo para o Brasil que não sabe planejar e prevenir.




07 17:36:41/01/2012

Artigo - Revisão de conceitos

Esse episódio envolvendo o ministro Fernando Bezerra, que destinou a maior
parte ­ e põe maior nisso ­ dos recursos de seu ministério, curiosamente o
da Integração Nacional, para seu estado, Pernambuco, revela, de forma cruel,
como se faz política rasteira e como não nos preocupamos com nossos
princípios constitucionais. Somos uma federação na qual todos os entes
precisam ser tratados com o máximo de igualdade, mesmo respeitando as
desigualdades. Isso significa dizer que os recursos da União precisam ser
distribuídos com equidade, em respeito ao princípio federativo. Não se pode
admitir que um estado, para ter acesso a verbas que deveriam ser de todos,
precise que seu governador tenha prestígio suficiente para indicar um
ministro e que esse ministro, tendo pretensões políticas e em gratidão a seu
padrinho, disponha-se a privilegiar sua terra.
Esse tipo de situação não pode fazer bem à democracia e ao país. Governador
brigando para indicar ministros, negociando apoio da bancada de seu estado
em troca de um cargo que possa render verbas mais tarde. Precisamos rever
esses conceitos. Política não se faz assim. Um país não se constrói assim.
Um ministério precisa ser formado por pessoas com a visão do todo, não por
gente que não consegue ver além de seu próprio umbigo. Já deveríamos ter
superado essa fase. Nós nos orgulhamos de sermos hoje a sexta economia do
mundo, mas esse avanço devemos mais à ação da iniciativa privada do que à de
governo. O 84º entre as nações, tomando como parâmetro o Índice de
Desenvolvimento Humano, reflete mais o que somos politicamente.




31 20:23:15/12/2011

Artigo - Descrença no Judiciário

Não passa por um bom momento o nosso Judiciário. Desacreditado - em parte
por sua culpa, mas muito pela qualidade de nossas leis - aquele que é a
última esperança dos que sofrem injustiças se mostra despreparado para
exercer a missão que cabe a ele, e a nenhum outro Poder. Não se pode nem
mesmo apontar onde estão os problemas que afetam nosso Judiciário. Da
primeira instância, lá naquela pequena comarca, até o Supremo Tribunal
Federal, há erros a serem apontados, críticas a serem feitas. A carreira de
magistrado hoje, infelizmente, perdeu grande parte de sua respeitabilidade.
Deixou de ser ocupada por vocacionados para se transformar em meta de quem
procura um bom emprego. Chega a ela aquele que tem mais tempo para se
preparar para um concurso. Na maioria das vezes o aprovado não é aquele mais
preparado para a função, superado por quem, de melhor condição financeira,
teve mais tempo para se dedicar aos livros e a treinar para as provas.
Muitos de nossos tribunais de segunda instância têm frequentado, com certa
habitualidade, os noticiários policiais. Nossos ministros de tribunais
superiores têm falado pouco nos autos e muito na mídia, num bate-boca que
expõe muito mais a vaidade do que o saber jurídico. Enquanto isso a
impunidade e a insegurança jurídica grassam pelo país, levando nosso povo a
descrer, cada vez mais, em nossas autoridades. Isso é muito ruim para a
democracia e a estabilidade do país. Reflitam sobre essa situação, senhores
magistrados.




24 14:54:21/12/2011

Artigo - Descrença no Judiciário

Não passa por um bom momento o nosso Judiciário. Desacreditado - em parte
por sua culpa, mas muito pela qualidade de nossas leis - aquele que é a
última esperança dos que sofrem injustiças se mostra despreparado para
exercer a missão que cabe a ele, e a nenhum outro Poder. Não se pode nem
mesmo apontar onde estão os problemas que afetam nosso Judiciário. Da
primeira instância, lá naquela pequena comarca, até o Supremo Tribunal
Federal, há erros a serem apontados, críticas a serem feitas. A carreira de
magistrado hoje, infelizmente, perdeu grande parte de sua respeitabilidade.
Deixou de ser ocupada por vocacionados para se transformar em meta de quem
procura um bom emprego. Chega a ela aquele que tem mais tempo para se
preparar para um concurso. Na maioria das vezes o aprovado não é aquele mais
preparado para a função, superado por quem, de melhor condição financeira,
teve mais tempo para se dedicar aos livros e a treinar para as provas.
Muitos de nossos tribunais de segunda instância têm frequentado, com certa
habitualidade, os noticiários policiais. Nossos ministros de tribunais
superiores têm falado pouco nos autos e muito na mídia, num bate-boca que
expõe muito mais a vaidade do que o saber jurídico. Enquanto isso a
impunidade e a insegurança jurídica grassam pelo país, levando nosso povo a
descrer, cada vez mais, em nossas autoridades. Isso é muito ruim para a
democracia e a estabilidade do país. Reflitam sobre essa situação, senhores
magistrados.




17 10:12:15/12/2011

Artigo - Crescimento do Bradesco: mais 1.003 agências

Em que pesem as crises na Europa e nos Estados Unidos cujas economias estão
em frangalhos, o Brasil torna-se a bola da vez e por isso os investidores
internacionais estão de olho aqui, com muito dinheiro para investir. O
ex-ministro Delfim Neto ­ que entende como poucos das economias mundial e
do Brasil - garante que nós vamos passar incólumes pela crise, como disse no
Canal Livre, da Band, em entrevista a Joelmir Betting, Fernando Mitre e
Antonio Telles. O Brasil vem sendo preparado desde o governo do
ex-presidente Fernando Henrique, com a continuidade do ex-presidente Lula e
agora consolidando-se pela presidente Dilma Rousseff. Os indicadores
econômicos mostram a excelente situação em que nos encontramos, mesmo com
todos os percalços, com tanta gente ruim no governo, como os ministros
defenestrados pela presidente. Neste contexto de crescimento da economia,
situação extremamente confortável é a do Bradesco, que nos últimos seis
meses inaugurou 1.003 agências em todo o país, sendo 130 em Minas Gerais,
sob o comando do diretor-regional Almir Rocha. O banco presidido pelo Luís
Carlos Trabuco contratou nos últimos meses mais de 5 mil funcionários,
enquanto o Banco Itaú demitiu 4 mil - 2.500 só no Rio - com sua nova
política de só estar nos grandes centros. O que não acontece com o Bradesco,
que tem presença em todos os estados brasileiros, com cerca de 8 mil
agências e postos de serviços. E o Bradesco não para de crescer, com muitas
novidades a serem anunciadas no início de 2012.




10 14:03:33/12/2011

Artigo - BH comemora seus 114 anos

Estamos na semana do aniversário de 114 anos da nossa querida Belo Horizonte. Eu, como belo-horizontino, adoro esta cidade mesmo com todas as suas mazelas. O grande prefeito de Belo Horizonte continua sendo o saudoso presidente JK, que iniciou daqui a sua caminhada para a presidência da República para tornar-se o maior estadista deste país. Depois dele, a cidade ficou quase que parada e os prefeitos apenas mantendo os serviços básicos. O ex-prefeito Hélio Garcia arrumou o Arrudas, fez alguns viadutos, o segundo túnel da Lagoinha e rasgou a cidade com várias avenidas interligando regiões e criando novas soluções de tráfego e urbanização. Antes dele, Maurício Campos já fizera um bom trabalho criando parques, como o Mangabeiras, e implantando um série de projetos culturais na cidade. O hoje ministro Fernando Pimentel, quando prefeito, iniciou a duplicação da Antônio Carlos, implantou o Vila Viva, projeto de melhoria das condições de vida nas favelas, além de outros importantes programas na área social, dentro de uma linha iniciada por Patrus e Célio de Castro, seus antecessores. Agora, o prefeito Marcio Lacerda vem concluindo obras de Pimentel e implementando uma série de outras, fundamentais para o desenvolvimento da cidade. Marcio tem trabalhado com afinco e essa é uma das razões de estar com um excelente índice de aprovação nas pesquisas e de ter sua reeleição desejada pela maioria dos belo-horizontinos. Quem anda pela cidade nas diversas regiões vê a ação da prefeitura de Belo Horizonte na tentativa de solucionar os seus problemas. Finalmente o metrô vai andar e algumas estações devem ser concluídas por Marcio. Enfim a cidade está mudando a sua cara, para melhor, evidentemente. E viva Belo Horizonte no seu aniversário. E que a cidade continue com a sorte de ter administradores comprometidos com ela como Marcio Lacerda, que pode ser o novo JK.




03 14:27:20/12/2011

Artigo - Por que Dilma não reage?

Ninguém entendeu as razões pelas quais a presidente Dilma Rousseff não demitiu o ainda ministro do Trabalho, Carlos Lupi, depois que a Comissão de Ética da Presidência da República, à frente o ex-presidente do STF, Sepúlveda Pertence, recomendou a demissão do desastrado ministro. Desastrado, mas muito esperto, pois resistiu até muito tempo, mesmo depois de ter peitado a presidente dizendo que só sairia com um tiro. E o tiro veio certeiro, mas ainda assim a presidente não reagiu na hora, e ninguém sabe o porquê. Será que o PDT é um partido tão forte assim, a ponto de impedir que a presidente tenha uma atitude firme, sua marca pessoal aliás, muito explorada na campanha eleitoral? Ou o Lupi sabe mais do que devia e apareceu com alguma coisa para amedrontar a presidente? As especulações são as mais diversas, pois em qualquer outra situação – mesmo que ela não queira ser pautada pela imprensa, como dizem alguns mais chegados – o ministro teria caído no mesmo dia em que se engraçou e desrespeitou a presidente da República, até mesmo ao dizer o famoso “eu te amo”, claramente um deboche. Ela, ainda segundo alguns, age assim, em nome da tal da “governabilidade”, uma verdadeira camisa de força que submete a presidente em assuntos que, a gente tem certeza, incomodam-na profundamente. Na realidade, o seu temperamento, pelo menos no que nos foi dado a conhecer, não é de aceitar tamanhos absurdos, capazes de incomodar até mesmo os mais ingênuos. Mesmo com a demora, insistimos, o mais certo é que Lupi não coma as castanhas de Natal como ministro da presidente Dilma Rousseff. E o substituto só será anunciado na propalada reforma, marcada para o início do ano, que pode até não ser em janeiro. Aliás, é mesmo necessário um substituto? O ministério é mesmo necessário ao país e aos trabalhadores?




26 14:25:04/11/2011

Artigo - Novo programa para o crack

O governo federal vai anunciar, na semana que vem ­ em princípio, no dia 8,
mais um de seus planos. Alguns destes realmente saíram do papel, outros,
até aqui, são apenas grifes de marketing. O que está sendo anunciado agora
é o que vai garantir assistência aos dependentes de drogas, especialmente do
crack, uma verdadeira praga, que, segundo especialistas, já chegou a mais de
90% dos municípios brasileiros. O foco do plano será a prevenção e a
assistência aos viciados, que, ao que dizem as estatísticas, já são mais de
2 milhões, 62% deles pertencentes às classes mais altas. Em algumas cidades
brasileiras, a situação é de tal gravidade e descontrole que simples
demonstração de boa vontade não vai adiantar. São Paulo, capital, por
exemplo, já fala em deportar para as cidades de origem os viciados que
povoam a cracolândia. A proposta da vice-prefeita Alda Marco Antônio, que é
do PSB, prontamente aceita pelo governador Geraldo Alckmin, não demora, vai
começar a ser bombardeada pelos defensores dos direitos humanos, muitas
vezes, pessoas que, em sua boa-fé, chegam à ingenuidade. Criticam, reclamam,
sem apresentar propostas concretas para um drama social. Enquanto esses
grupos fazem barulho, impedindo ações mais objetivas por parte do estado,
viciados continuam morrendo pela droga e matando pela droga. É o que
acontece agora em Minas, onde o governo estadual lançou um programa que
destina recursos para as famílias internarem seus viciados. Grupos de
direitos humanos, e até promotores, gritam contra o que chamam de internação
compulsória. Protestam em nome da liberdade do indivíduo, esquecendo-se de
que, antes da preservação da liberdade, é preciso preservar a vida.




12 13:09:02/11/2011

Artigo - Paralisia nos poderes

Somos um país que não consegue dar solução para suas pendências. Tudo entre nós é muito demorado, muito burocratizado ou, para sermos mais próximos da realidade, excessivamente atrelado a interesses de grupos. Judiciário e Legislativo, em especial, não conseguem ser ágeis e sempre apelam para a velha desculpa de que suas decisões precisam ser amadurecidas em debates mais aprofundados, pois interferem muito diretamente na vida do cidadão. Verdade apenas em parte. Nos dois poderes, não é incomum encontrarmos pendências com décadas de prateleiras e gavetas sem solução. A indefinição também afeta muito – e, em alguns casos, até mais – do que eventuais erros. Agora mesmo estamos assistindo à volta de deputados e de senadores barrados nas eleições de 2010 em seus mandatos, depois de enfrentarem batalhas jurídicas que seriam desnecessárias, caso os tribunais fossem mais rápidos em suas análises. Pior, a indefinição com relação à Lei da Ficha Limpa continua. Dois anos depois de sua aprovação, o Supremo Tribunal Federal conseguiu decidir apenas que ela não poderia vigorar nas eleições passadas. A sua constitucionalidade ou não, questionada por diferentes grupos, o STF ainda não decidiu. Nem decidirá, ao que parece, ainda neste ano. O julgamento do caso foi suspenso após o ministro Luiz Fux ler seu voto e só será retomado após a posse da nova ministra Rosa Maria Weber, indicada na semana passada pela presidente Dilma e que ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Enquanto isso não acontece, esse e centenas de outros processos ficam parados, gerando insegurança jurídica e impunidade. Ainda temos muito a caminhar para sermos um país realmente democrático. Evoluímos apenas na economia, tocada pela iniciativa privada. No mais...




05 13:08:12/11/2011

Artigo - Surpresas da política

A vida política brasileira tem apresentado algumas surpresas, coisas nunca antes vistas. A saída de Orlando Silva do Ministério dos Esportes é uma delas. Nunca um ministro deixou o cargo tão ovacionado quanto ele. A festa de posse de Aldo Rebelo acabou virando a cerimônia de “canonização” de um ministro acusado de corrupção. Pior, presidida pela presidente Dilma, que o demitiu naturalmente, por entender que havia indícios suficientes nas denúncias. Sendo assim, não havia motivos para tantas loas. Se não há indícios, foi um ato precipitado da presidente, o que me parece pouco provável. A estranha defesa de um ministro que, às vésperas, num programa de televisão – no Canal Livre, com entrevistadores do peso de Joelmir Betting, Fernando Mitre e Antonio Telles –, foi evasivo em suas respostas, deixa uma sensação de que existe algo a ser encoberto em nossa política. Talvez a proteção dada ao ex-ministro seja, na realidade, uma proteção ao seu partido, o PCdoB, hoje nada mais do que uma grife de esquerda. Talvez também uma proteção ao ex-presidente Lula, padrinho de Orlando Silva e de todos os outros quatro ministros que caíram por corrupção. Qualquer que seja a razão, fica claro que é preciso reformar nossa política. Ninguém pode governar tendo que negociar com mais de 20 partidos. São acertos em função de interesses individuais que, muito raramente, são coincidentes com os interesses nacionais. A presidente precisa fazer as mudanças. Apoio popular não há de faltar. Se não fizer, aí sim, corre o risco de perder o apoio que conquistou até aqui. A reforma política – que não vai acontecer – poderia acabar com a maioria dos partidos.




29 15:45:41/10/2011

Artigo - Urgência na “faxina”

A saída de Orlando Silva é questão superada. Mas o episódio deixou, expostas, fissuras na base e algumas consequências políticas, ainda não mensuradas para a presidente Dilma. A disputa na base evidenciou-se logo nos primeiros dias após o surgimento das denúncias, com insinuações do então ministro Orlando Silva, de que a fonte delas era o PT, interessado em seu ministério. Talvez isso tenha sido a causa do segundo problema, com a demora da presidente em decidir pela substituição do sexto ministro. Dilma chegou a avançar muito na defesa dele, falando em presunção de inocência, em confiar em seu auxiliar e colocando em dúvida a seriedade da matéria publicada pela revista Veja. O fato é que perdeu o time para agir espontaneamente e se viu obrigada a fazê-lo com o surgimento de novos fatos contra o ministro. Isso, não tenham dúvida, custará a ela a perda de um pouco da confiança que obteve junto ao povo, mesmo entre os que não a apoiaram na eleição. Já é tempo de a presidente fazer a faxina que, ninguém como ela, sabe necessária. Cinco ministros defenestrados em cinco meses por corrupção – Nelson Jobim deixou a Defesa por divergências políticas –é muita coisa. Há, sim, uma herança política maldita deixada por Lula, da qual ela precisa se livrar rapidamente. Dilma sabe perfeitamente quem são os que gostam de fazer malfeitos, como prefere chamar os atos de corrupção. Não precisa esperar que a imprensa, cumprindo seu papel, faça as denúncias. Pode e deve substituir os malfeitores enquanto tem crédito junto à população.




24 14:42:54/10/2011

Artigo - Limpa no ministério

Ao que parece, os ministros que a presidente Dilma Rousseff herdou do ex-presidente Lula vão dar muito trabalho até o fim do ano. O que se comenta em Brasília é que a presidente está disposta a fazer uma ³limpa² a partir de janeiro de 2012, mudando o ministério que aí está e dando a sua cara à equipe de governo, doa a quem doer. Dilma já concluiu que, se não fizer isso, o seu governo chega até o fim, mas a reeleição, que se desenha como certa, torna-se inviável e nem mesmo uma candidatura Lula se viabilizaria. O atingido agora foi Orlando Silva, outro bancado por Lula, que já vinha sendo denunciado como ministro-problema. O povo, e até a classe média, está satisfeito com a presidente e a sua performance, principalmente no combate à corrupção ­ guerra que sofreu uma parada para acalmar os parlamentares. A presidente tem conhecimento de que pesquisas mostraram que houve queda em sua aprovação e em sua popularidade quando ela parou de combater a corrupção e de mandar para casa os acusados. A saraivada de acusações tornou inviável a permanência de Orlando Silva, mesmo com a reação de seu partido, o PCdoB, e de aliados. O mais interessante é que esses acusados não têm vergonha na cara e ainda querem continuar ministros. Orlando Silva, por exemplo, foi muito mais exaltado que enfático em sua defesa. Perdeu o controle e partiu para a agressão, demonstrando pouca confiança no que afirmava. Se fosse em outros tempos, ele, e qualquer acusado, sairia imediatamente. No entanto, com a impunidade que reina neste país, esses ministros envolvidos em escândalos se agarram aos cargos, normalmente protegidos por partidos dispostos a barganhar e fazer chantagem. Verdadeiro absurdo.




15 14:35:13/10/2011

Artigo - O papel do vice

O ex-governador Hélio Garcia – que foi vice de Tancredo – dizia que “vice que não atrapalha já está bom”. Ele próprio foi um vice importante, com participação intensa no processo que fez de Tancredo presidente eleito. Garcia foi muito feliz ao escolher o então jovem ex-prefeito de Patos de Minas, Arlindo Porto, para seu vice na eleição de 1990. Arlindo teve papel destacado nas articulações eleitorais e ajudou muito na administração do estado. Collor teve como vice Itamar Franco, que só atazanou sua vida e, dizem os amigos do hoje senador por Alagoas, conspirava 24 horas por dia contra o presidente. E deu no que deu. Por causa de denúncias contra Collor, que resultou em impeachment, Itamar virou presidente e conseguiu sair do governo com quase 80% de aprovação. Eduardo Azeredo teve em Walfrido dos Mares Guia o seu vice, competente e articulado. Aécio, no primeiro mandato, teve um vice que, no terceiro mês de governo, traiu a sua confiança. Tanto que, no segundo mandato, já não o quis mais. Melhor escolha fez ao convocar o seu então secretário, Antonio Anastasia – figura da maior correção –, para seu vice. Foi tão certa a escolha que Aécio acabou fazendo do vice o seu sucessor. Anastasia tem como vice o correto ex-presidente da Assembleia, Alberto Pinto Coelho, que tem mostrado, ao longo de quase um ano de governo, absoluta lealdade a Anastasia. Agora mesmo, Alberto está como governador em exercício enquanto Anastasia está na Índia, e eles se falam diariamente. Alberto age discretamente, exercendo sua função constitucional com a grandeza de quem está preparado para a vida política. Por essa e por outras é que ele surge como nome para 2014, seja apenas para cumprir o restante do mandato – caso Anastasia saia candidato ao Senado – seja para disputar o governo, caso o governador desista de novas empreitadas eleitorais. Nessa hipótese, certamente, ele terá o apoio do governador pela lealdade que vem demonstrando.




08 18:59:04/10/2011

Artigo - Aécio terá que ir para o risco

Do folclore da política mineira. Dois deputados conversavam quando um terceiro, mala na mão, passou apressado por eles. A inevitável pergunta: "Onde você vai nessa pressa?" Resposta rápida: "Estou indo para Barbacena".

E a caminhada rápida continuou. Comentário do que ficou: "Ele falou que está indo para Barbacena para a gente pensar que ele vai para Juiz de Fora, mas ele vai é para Barbacena mesmo". O "causo do folclore" político é lembrado aqui a propósito das recentes declarações do senador Aécio Neves, admitindo ser candidato à presidência da República. Não que todos não conheçam este seu desejo, que seu avô Tancredo dizia ser destino, não projeto político. O problema é a antecedência com que a candidatura foi lançada. E a admissão pública não permite outra interpretação que não a de um prematuro lançamento. O que intriga é o fato de Aécio aceitar ir assim tão cedo para o sereno e se expor às pedradas . Ele poderia estar hoje ocupando a cadeira de presidente da República, mas não quis enfrentar José Serra numa convenção.

Se tivesse trabalhado os tucanos uns dois anos antes, como parece se dispor a fazer agora, todos teriam ficado com ele, inclusive os paulistas. Agora, ao que tudo indica, a eleição de 2014 terá como franca favorita a presidente Dilma Rousseff, pois, se tudo permanecer como está hoje, ela se reelege. E será que Aécio entra para perder? Quando foi candidato ao governo, há oito anos, sabia que Itamar Franco estava lhe passando a cadeira e todos sabiam que ele se reelegeria para o segundo mandato. Agora, talvez, tenha que ir para o risco, pois o PSDB não tem outro candidato, apesar do José Serra andar dizendo que entrará na disputa por novo. Neste caso, como na história do folclore, ele terá que ir para Barbacena. Mesmo que queira ir para Juiz de Fora.




01 13:41:11/10/2011

Artigo - O "novo PSD de Kassab

Os velhos pessedistas, como o presidente JK, Benedito Valadares, José Maria Alkimim, o governador Ozanam Coelho, entre tantos outros, não apenas de Minas, devem estar se revirando com a audácia do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de dar o nome a um ajuntamento de políticos fisiológicos de partido e, ainda por cima, chamar este ajuntamento de PSD. A cara de pau de Kassab é tamanha que ele diz que o "novo" PSD não é de esquerda nem de direita, o que lhe assegura passaporte para apoiar qualquer governo que lhe assegure as ³benesses² do poder. A verdade é que sem uma reforma política ­ que ninguém quer fazer ­ vamos continuar nesta situação precária.

Qualquer um, sem espaço na legenda na qual está filiado, faz uma ³sopa de letrinhas² e institui o seu partido. Kassab fez pior. Reciclou uma legenda de passado forte, esquecendo-se de que a história tem registros de fracassos deste tipo de apropriação. Na verdade, país que tem agora 28 partidos não tem nenhum. Hoje, os partidos têm apenas função cartorial e servem apenas para negociar cargos para políticos derrotados ou apadrinhados envolvidos em ³maracutaias², confiantes na impunidade que grassa entre nós. A relação de filiados ao novo balcão de negócios traz surpresas, como a presidente da Confederação Nacional da Agricultura, a senadora Kátia Abreu, que parecia ser uma esperança no Congresso, mas que já embarcou nessa do PSD, convencida que foi pelo Kassab. Será que a presidente Dilma Rousseff não teria coragem de comandar a reforma política para acabar com tantas mazelas? Com certeza, apoio popular teria diante do seu bem -avaliado início de governo.




24 13:17:20/09/2011

Artigo - Lula e a reforma política

Fica difícil entender o ex-presidente Lula nesta campanha, dizendo estar a favor da reforma política. Lula, quando presidente, no segundo mandato em especial ­ mesmo depois do mensalão ­ teve todas as condições políticas de liderar a reforma política e mais todas as outras que são necessárias para ordenar este país. Preferiu se acomodar e não promovê-las. Agora, parecendo que faz uma ação para se manter no noticiário, anda falando na reforma política. Também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu primeiro mandato, teve as condições políticas para aprová-la, mas preferiu esperar para negociar com o Congresso um assunto do seu interesse pessoal, a sua reeleição. Conseguiu, mas o país ficou sem as suas reformas. É bom que o povo saiba que os dois ex-presidentes puderam, mas não quiseram. Agora o Lula deveria ficar mais quieto, ³desencarnar da presidência², como prometeu pouco antes de deixar o governo. Posa de ³ministro extraordinário da reforma política², como que esquecido do que disse. Insiste em circular como se ainda fosse presidente. E houve quem acreditasse que seria possível Lula permanecer no espaço reservado, pela história, aos ex. Depois de deixar uma ³herança maldita² para Dilma ­ vejam que até agora quatro ministros que ele indicou caíram por corrupção, e dizem que tem mais ­ deveria mesmo era aproveitar a sua popularidade e fazer as suas palestras ­ muito bem pagas ­ pelo mundo afora. E deixar a política para a sua sucessora Dilma que marcou pontos no mundo com o seu discurso na ONU, não apenas por ter sido ela a primeira mulher a abrir a conferência, mas pela pertinência de suas críticas e conteúdo de suas propostas.




17 22:41:33/09/2011

Artigo - Marcio Lacerda está na cabeça

A sucessão municipal, queiram ou não alguns, está mesmo nas ruas e a
reeleição do prefeito Marcio Lacerda, do PSB, contará mesmo com apoios do
PT e do PSDB, como aconteceu em 2008. A administração correta de Lacerda, um
empresário que virou político, tem uma aprovação de mais de 70% da
população. Em recente visita a BH, o ex-presidente Lula reafirmou o apoio do
PT a Lacerda, reforçado pela presidente Dilma Roussef, que esteve no
gabinete do prefeito na última sexta-feira, quando anunciou recursos para o
decantado metrô da capital mineira, em implantação há mais de vinte anos.
Agora parece que vai sair. E há de se reconhecer o trabalho que vinha sendo
feito pelo prefeito desde a sua posse. Recentemente, o senador Aécio Neves,
o governador Antonio Augusto Anastasia e o presidente do PSDB Minas, Marcus
Pestana, estiveram no apartamento da deputada Ana Arraes com o governador de
Pernambuco, Eduardo Campos(PSB), e o presidente do PSB Minas, Walfrido dos
Mares Guia, e acertaram o apoio a Marcio Lacerda, que estava presente. Em
Belo Horizonte, o petista e vice-prefeito Roberto Carvalho, reage à decisão
do PT e tenta compor- se com o PMDB. Mas daqui a pouco acaba, metendo a
viola no saco e seguindo o seu partido. Enfim, a reeleição de Marcio Lacerda
caminha muito bem. Dificilmente não acontecerá. Em 2014 o prefeito
certamente estará numa ³sinuca de bico² se os candidatos ao governo de Minas
forem o ministro Fernando Pimentel(PT) e o senador Aécio Neves(PSDB), como
se especula. Até porque os dois é que lançaram-no na política.




10 13:51:09/09/2011

Artigo - O dinheiro da saúde


Que teremos um novo imposto para financiar a saúde, ninguém duvida mais. O
novo avanço no bolso do contribuinte vem embrulhado num monte de desculpas,
apelos com carga emocional, como o do governador Jacques Wagner, da Bahia,
que chama a taxa ­ ou imposto ­ a ser criada de ³solidariedade². Melhor
seria a franqueza e a objetividade. A presidente Dilma já fez a primeira
parte. Avisou que, sem recursos, que o governo não tem, é impossível
oferecer uma saúde realmente universalizada e de boa qualidade. Traduzindo:
sem nova fonte de recursos, continuaremos com uma saúde pública de péssima
qualidade, fantasiada de universal.
Bom, então, está claro que, com as bênçãos dos governadores também, de
situação e de oposição, teremos novo imposto, que começará a ser cobrado no
ano que vem. Falta agora dizer como será feita essa aplicação. Recurso é,
sim, um grande problema do setor, mas a má gestão do pouco que existe é
outro problema tão grave quanto. Recursos são finitos e, por isso mesmo, é
necessário que se defina o que se pretende fazer com ele. Tudo, para todos,
já avisou o competente presidente da Unimed-BH, Helton Freitas, nem o
sistema público nem o privado têm e terão condições de oferecer. É preciso,
então, que a presidente, e só ela pode fazer isto, venha a público para
dizer que, para investir como e em quê, ela precisa de mais dinheiro. Tudo
nem esclarecido, saiba ela, a nova facada no bolso vai doer menos. Enquanto
não se resolve seriamente o problema, vamos aprovar a Emenda 29, que define
como dividir o dinheiro que todos sabem não existir.




20 12:26:11/08/2011

Artigo - Pestana, nome para 2014

O deputado federal Marcus Pestana, presidente regional do PSDB, começa a
despontar como um dos parlamentares mineiros com trânsito nacional. Com
postura firme e atuação parlamentar consistente, tem se destacado como
liderança emergente entre os tucanos da Câmara dos Deputados. O mineiro de
Juiz de Fora vai construindo sua carreira política, que se iniciou como
militante, passou pela Câmara Municipal de sua cidade, pela Assembleia
Legislativa em dois mandatos e, agora, chega a Brasília. Técnico competente,
Pestana já ocupou a Secretaria do Planejamento em Minas, cargos na esfera
federal no governo FHC, mas foi como secretário de Saúde, nos dois mandatos
de Aécio Neves, que se destacou como gestor público. Ousou, lançando
programas para melhoria da saúde pública no estado, com resultados
reconhecidos até pelos adversários. A vitrine da secretaria, que tanto pode
enterrar politicamente os incompetentes quanto projetar os capazes, rendeu a
Pestana eleição tranquila para a Câmara, onde se transformou em referência
para debates sobre a área de saúde. A soma dos predicados técnicos com a
capacidade política no exercício do mandato de deputado federal e na
presidência do PSDB começa a abrir nova perspectiva para Pestana. Começam a
surgir no partido grupos que defendem seu nome para a sucessão de Anastasia.
Os que sustentam a candidatura argumentam que o PSDB não tem candidato
natural à sucessão em Minas e que um nome terá que ser construído até 2014.
Pela ótima passagem pela Secretaria de Saúde, Pestana é considerado um
candidato ³leve², de fácil aceitação, tanto pelas lideranças políticas
quanto pelo eleitor. Com uma vantagem: é, dizem, nome do inteiro agrado de
Aécio Neves, que é apontado, junto com Anastasia, como o grande eleitor de
2014. O jogo já começou e Pestana, tenham certeza, já está na mesa.




15 13:18:37/08/2011

Artigo - Desconforto para Dilma

A situação anda meio complicada para a presidente Dilma com o pipocar dos escândalos nos ministérios dos Transportes, da Agricultura e do Turismo ­ por enquanto ­ e a queda de Palocci. A chamada base aliada ­ uma verdadeira colcha de retalhos ­ está insatisfeita com a presidente pela falta de liberação das emendas. Na verdade, o governo não tem é dinheiro. O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, e o mais forte da base, não ficou satisfeito com as algemas no bloco do Ministério do Turismo. Sabe-se que a presidente Dilma não gosta do atual sistema de sustentação parlamentar do governo, nem da corrupção desenfreada que se espalha por todo tecido governamental. No entanto, semana passada, em Brasília, um influente parlamentar comentava que os escândalos no governo do ex-presidente Collor pipocaram a partir do segundo ano de mandato e agora eles surgiram antes mesmo dos seis meses. Collor foi defenestrado da Presidência, porque não fez acertos com o Congresso, confiante no apoio popular e levou um ³golpe branco² pela frente. Dilma terá que ³conversar² muito com os congressistas para que mantenha a base que formou. Sem apoio, que não é programático, mas fisiológico, não consegue aprovar os projetos de interesse do governo, como vem acontecendo. Dilma, assim como Collor, acredita que tenha o apoio popular e que ele é suficiente para tocar o governo. O senador Pedro Simon, em discurso, já alertou que existem conversas de que Dilma pode não concluir o seu mandato. Simon não seria irresponsável de falar o que não ouviu.

Estamos num momento difícil para a economia, que pode ser agravado com uma crise política. Que todos, oposição e situação, tenham juízo!




08 12:30:20/08/2011

Artigo - Paciência na Savassi

Quando prefeito e depois governador, Hélio Garcia realizou várias obras em Belo Horizonte. Obras de grande porte, que mexeram com a vida do cidadão enquanto eram executadas. Em algumas, como a do túnel da Lagoinha, houve confronto entre trabalhadores e população. A lembrança desses fatos ocorre em função do que vem acontecendo na região da Savassi, onde um conjunto de intervenções da prefeitura vem causando incômodo a comerciantes e a moradores. É compreensível a irritação, mas não há muito o que ser feito para minorar a situação. Intervenções urbanas são assim mesmo. Demoradas, caras e imprevisíveis numa cidade que conhece pouco de seu subsolo ­ em algumas ruas, nem planta que permita a identificação das redes de água, esgoto, luz e telefonia existe. É necessário que se tenha paciência e compreensão. O trabalho que visa requalificar a Savassi, que vem se deteriorando a olhos vistos. Com as obras, a prefeitura busca qualidade de vida para os frequentadores da região, implantando equipamentos urbanos que harmonizem a convivência do homem com os veículos. Todas as intervenções foram apresentadas e aprovadas pela comunidade previamente. Por maiores que sejam os incômodos, são temporários. Os benefícios serão duradouros.
Paciência é o que se pode pedir agora aos que crucificam o prefeito Marcio Lacerda, que teve a coragem de enfrentar um problema que se arrasta há anos, cuja solução era cobrada pelos mesmos que agora reclamam das obras.




30 16:50:04/07/2011

Artigo - Pestana cobra punição à corrupção

É preciso ir mais fundo na questão da corrupção no Brasil. A presidente Dilma, ao retomar o comando do Ministério dos Transportes, com dezenas de demissões, iniciou um processo que não pode parar de faxina na administração pública. Fundamental que ela vá adiante, pois não é crível que apenas nos Transportes haja corrupção. Mas não basta demitir, é preciso apurar e punir responsáveis e, na medida do possível, recuperar o que foi desviado. Corrupção não é como jabuticaba que só dá no Brasil. Em todo o mundo, há corruptos e corruptores, sem os quais, aliás, não existiriam os primeiros. O que nos torna diferentes dos países mais civilizados, e iguais aos mais atrasados, é a impunidade de quem corrompe e é corrompido. Há organizações internacionais que analisam e fazem o ranking dos países mais corruptos. Estamos sempre à frente. É preciso ter a consciência de que em nenhum país se conseguiu acabar com a corrupção, mas que é fundamental trabalhar para reduzi-la ao mínimo, não aceitável, mas possível, com punição dos que a praticam. Agora essa não é uma tarefa quixotesca. Não se pode atribuir apenas à presidente, aos governadores e aos prefeitos, além é claro dos presidentes do Judiciário e do Legislativo, a tarefa de acabar com corrupção no serviço público. Esta é uma missão de toda a sociedade, como defende o deputado Marcus Pestana, presidente regional do PSDB, em artigo publicado em O Globo. É preciso mobilizar, cobrar providências dos que têm o dever de fiscalizar, denunciar e punir. Mas é preciso também que se dê sustentação a quem se dispõe a agir. Os grupos de pressão ligados à corrupção não podem ser mais fortes do que a sociedade como um todo. Eles se organizam e pressionam, muitas vezes, usando instrumentos que a própria sociedade lhes deu, através do voto. É preciso agir, cobrar punições e reformas urgentes no Estado. E, sem pressão da sociedade, elas não serão feitas.






22 18:19:52/07/2011

Artigo - Ministério dos problemas

Quem esteve com a presidente Dilma nos últimos dias garante que ela está muito abatida, com fisionomia de preocupação e decepção com os desmandos que, pouco a pouco, são revelados, envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes e, em especial, do Dnit. Essa é, sem dúvida, uma herança maldita do governo Lula que preocupa muito a presidente, pela possibilidade de que haja outras, espalhadas pelos demais ministérios. Para não fraudar a história, é bom lembrarmos que, historicamente, o Ministério dos Transportes foi acusado de falcatruas. O hoje Dnit ­ não é bom esquecer ­ é o antigo DNER, que os petistas cansaram de denunciar e que, ao trocarem o nome, prometeram moralizar. Saíram o ministro Alfredo Nascimento e parte de seus companheiros de partido e também gente ligada ao PT e a outras legendas. Mas o Ministério dos Transportes permanece feudo desse partido. O ministro Paulo Passos, é bom lembrar, foi secretário-geral ­ e ministro interino em algumas ocasiões ­ em todo o período que está sendo denunciado agora. Estranho que permaneça, pois, pelos cargos que ocupou, tinha a obrigação de ter informações sobre os erros. Se não sabia de nada, demonstra, no mínimo, displicência funcional. Talvez a tristeza que se nota na presidente esteja exatamente aí. Ser obrigada, em nome de uma tal governabilidade, a aceitar imposição de partidos criados, na maioria dos casos, para atender a interesses pessoais de seus comandantes que, usando afilhados, avançam sobre o dinheiro público com a certeza de que nunca serão efetivamente punidos com prisão ou devolução do dinheiro que desviaram. Saem dos cargos, mas são protegidos pela rede do partido que lhes compra o silêncio. É assim que a coisa funciona.




09 00:58:35/07/2011

Artigo - Dilma sofre com corrupção

Na semana que passou, a presidente Dilma Rousseff esteve novamente às voltas
com denúncias de corrupção, envolvendo, dessa vez, o ministro Alfredo
Nascimento, dos Transportes, alguns de seus assessores e até um filho dele,
que, em cinco anos, teve seu patrimônio aumentado em mais de 85.000%.
Sabe-se que a presidente Dilma, desde muito, não tem nenhuma simpatia pelo
seu ex-ministro, figura que teve que ³engolir goela abaixo², enfiado pelo
ex-presidente Lula, numa situação idêntica à ocorrida com Palocci. Quem
convive com Dilma na intimidade sabe que ela vem sofrendo muito com esses
episódios, sem poder estourar com a chamada base aliada do governo. Imaginem
um presidente da República ter que ouvir da bancada de um ³partidinho² como
o PR, que se considera dono do Ministério dos Transportes, que vai
participar da escolha do novo ministro. Desplante maior é o do ex-ministro
Alfredo Nascimento, enrolado de todos os lados, ao também dizer que vai dar
³pitaco² na escolha do seu sucessor. Com certeza, isso deve fazer um mal
danado à presidente Dilma, que tem que aguentar firme esse jogo político,
que, às vezes, enoja muita gente. Solução? A reforma política que ninguém
quer fazer. Só ela pode acabar com a ditadura das pequenas legendas, que têm
um elevado custo para todo o povo, pois, em troca de apoio parlamentar,
impõem nomes desqualificados para ocuparem cargos na estrutura
administrativa. Ou fazemos as mudanças ou, nas urnas, trocamos os nossos
representantes. Fora disso não há solução.




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