Paulo César de Oliveira
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Serra tumultua processo em SP

Postado em 18/02/2012 às 20:34
Enquanto, em Belo Horizonte, a sucessão municipal encaminha-se para a reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), com apoio do PT e do PSDB, em São Paulo, os “tucanos” não se entendem e, agora, querem que o ex-governador José Serra candidate-se a prefeito, numa tentativa de barrar o PT de eleger o candidato Fernando Haddad. O petista foi ungido pelo ex-presidente Lula, que vai jogar toda a sua força eleitoral para quebrar o jejum do PT na capital paulista, que dura desde que Marta Suplicy perdeu as eleições. Serra já tinha anunciado que não seria candidato, e o PSDB apareceu com quatro nomes para disputar uma prévia. Mas os candidatos são fracos e sem qualquer condição de ganhar eleições. Tanto é que, por trás do pano, o governador Geraldo Alckimim daria seu apoio ao candidato do PMDB, Gabriel Chalitta. Já o atual prefeito Gilberto Kassab pode vir a apoiar o PT com o seu partido PSD. Mas vai rolar muita água, pois muita gente acha que Kassab terá dificuldades se Serra, de fato, for candidato do PSDB. Na verdade, Serra já reavalia sua decisão, pois só mesmo se estiver prefeito da maior cidade da América Latina poderá pensar novamente em ser candidato mais uma vez à Presidência da República, levando, então, ao que parece, o PSDB a uma nova derrota. Além de se cacifar para a disputa presidencial, Serra tem outra motivação pessoal para a disputa. É vencer Lula, que, por sua vez, tem agora a obsessão de derrotar o PSDB em São Paulo. Serra, se vencer, dificilmente cumprirá seu mandato até o final. Tem a ideia fixa de chegar à Presidência e, por isso, não se cansa de dizer, na intimidade, que, enquanto ele não for presidente, o senador Aécio Neves não será. O problema é que, em 2014, se o país estiver na situação em que se encontra hoje, ninguém tira a Presidência de Dilma Rousseff. Quem viver verá.

Serra tumultua processo em SP

Postado em 18/02/2012 às 20:34
Enquanto, em Belo Horizonte, a sucessão municipal encaminha-se para a reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), com apoio do PT e do PSDB, em São Paulo, os “tucanos” não se entendem e, agora, querem que o ex-governador José Serra candidate-se a prefeito, numa tentativa de barrar o PT de eleger o candidato Fernando Haddad. O petista foi ungido pelo ex-presidente Lula, que vai jogar toda a sua força eleitoral para quebrar o jejum do PT na capital paulista, que dura desde que Marta Suplicy perdeu as eleições. Serra já tinha anunciado que não seria candidato, e o PSDB apareceu com quatro nomes para disputar uma prévia. Mas os candidatos são fracos e sem qualquer condição de ganhar eleições. Tanto é que, por trás do pano, o governador Geraldo Alckimim daria seu apoio ao candidato do PMDB, Gabriel Chalitta. Já o atual prefeito Gilberto Kassab pode vir a apoiar o PT com o seu partido PSD. Mas vai rolar muita água, pois muita gente acha que Kassab terá dificuldades se Serra, de fato, for candidato do PSDB. Na verdade, Serra já reavalia sua decisão, pois só mesmo se estiver prefeito da maior cidade da América Latina poderá pensar novamente em ser candidato mais uma vez à Presidência da República, levando, então, ao que parece, o PSDB a uma nova derrota. Além de se cacifar para a disputa presidencial, Serra tem outra motivação pessoal para a disputa. É vencer Lula, que, por sua vez, tem agora a obsessão de derrotar o PSDB em São Paulo. Serra, se vencer, dificilmente cumprirá seu mandato até o final. Tem a ideia fixa de chegar à Presidência e, por isso, não se cansa de dizer, na intimidade, que, enquanto ele não for presidente, o senador Aécio Neves não será. O problema é que, em 2014, se o país estiver na situação em que se encontra hoje, ninguém tira a Presidência de Dilma Rousseff. Quem viver verá.

Solução e privatização

Postado em 11/02/2012 às 20:33
Falou bem o ex-presidente Fernando Henrique. A privatização ou concessão de
serviços e atividades econômicas não é uma questão ideológica, é sim uma
questão de eficiência. É disso que o cidadão necessita. Pouco importa quem
presta o serviço, quem explore determinado bem. O importante é que ele
esteja à disposição da sociedade e em condições acessíveis. A sabedoria
popular nos ensina que não importa a cor do gato, o importante é que ele
pegue o rato. É exatamente isso que conta para a sociedade. A presidente
Dilma está no dever de compreender e agir dentro desta realidade. A
concessão- alguns preferem privatização- de três dos principais aeroportos
do país foi um avanço que não permite recuos. Outros três estavam no alvo do
programa- Confins, Manaus e Galeão- para serem leiloados no segundo
semestre. O governo dá sinais de recuo. Não há lógica nessa mudança. O
resultado do primeiro leilão deixou claro que os aeroportos não podem
permanecer nas mãos da burocracia estatal. Ágio superior a 600%, pago por
quem busca lucro, escancara a realidade de que o governo é incapaz de gerir
algo que se sustente, financia sua própria expansão e ainda deixa lucro. Nas
mãos do governo, ao contrário, dá prejuízo para os cofres públicos e para a
sociedade que recebe serviço de má qualidade. Só o medo de ser comparado com
as ações do PSDB no governo explica um possível recuo na privatização dos
aeroportos. Isso a presidente não pode permitir. É urgente, para o bem do
país, que se o ³fernandismo² e o ³lulismo²sejam exorcizados. Fazer o certo
não é questão ideológica. É questão de bom-senso. Que ele prevaleça. É o
mínimo que a sociedade, em benefício próprio, pode exigir.

Anastasia mantém compromissos

Postado em 04/02/2012 às 15:46
Janeiro acabou e a tão esperada reforma do secretariado mineiro parece que
não vai acontecer. Com certeza o governador Antonio Augusto Anastasia
gostaria de já ter trocado alguns auxiliares, mas terá difi culdades
para isso por causa dos acordos políticos costurados pelo seu antecessor.
Como Dilma, que herdou muitos ministros de Lula, Anastasia herdou
secretários e compromissos do ex-governador Aécio Neves. Dilma e Anastasia
foram escolhas pessoais do expresidente e do ex-governador e
tiveram suas eleições garantidas pelo cacife político de seus padrinhos.
Eram estreantes e deram banho de urna em seus adversários, calejados em
disputas eleitorais. De Dilma, não posso falar, por não ter dela maior
conhecimento, já que poucas vezes tivemos oportunidade de conversar.
Anastasia conheço bem. É fi gura honrada e de caráter. Nunca trairia a confi
ança de Aécio, o que é uma garantia de que os acertos políticos para sua
(re) eleição serão mantidos. O governador sempre diz que politicamente foi
longe demais, pois nunca passara por sua cabeça enfrentar urnas e ser
governador de Minas. Agora já se fala numa candidatura dele
ao Senado em 2014. Pelo que conheço de Anastasia, ele gostaria
de voltar a ser professor, masseus companheiros de PSDB não
abrirão mão de sua candidaturaao Senado. Se essa candidatura
for importante para o projeto de Aécio, não tenho dúvidas de que o
governador aceitará a indicação. Sua disposição é de fazer tudo o
que estiver ao seu alcance para ajudar no projeto presidencial de
seu padrinho que, ao que parece, vai se consolidando. Em Trancoso,
em rápido papo com o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso ­ frequentador assíduo daquela praia ­ eu tive reforçada
a certeza de que Aécio é o nome mais forte para ser o candidato
do PSDB à presidência da República, como disse o ex-presidente
à revista The Economist, quando definiu o senador mineiro como
o "candidato óbvio" dos tucanos.

FHC detona com Serra

Postado em 28/01/2012 às 15:45
O ex-presidente FHC, depois da entrevista ao jornal The Economist,
comprou uma briga de todo tamanho com o seu velho
amigo (?) José Serra, ao afirmar que o ³candidato óbvio² do
PSDB à Presidência da República é o ex-governador e senador
Aécio Neves. Na realidade, quando presidente, Fernando
Henrique cometeu o erro de não ter participado de forma efetiva
do processo de sua sucessão.
Posicionou-se como estadista e deixou a eleição correr solta. Foi
a primeira derrota de Serra ­ e dizem as más-línguas que FHC
abandonou Serra para que este perdesse, pois achava que Lula
faria um péssimo governo e ele, FHC, poderia voltar. Errou redondamente.
Errou novamente quando não se impôs como
principal liderança do partido, permitindo que Serra disputasse
novamente, enfrentando Dilma. Agora, Fernando Henrique
enxerga o que já sabia: Aécio é o grande nome dos tucanos e,
mesmo que perca uma eleição para Dilma em 2014, terá a
chance de tornar-se conhecido nacionalmente e ficar altamente
credenciado para 2018. No entanto, Serra, mesmo que isolado,
como têm demonstrado os tucanos paulistas, vai se colocar
novamente como candidato, mesmo que seja para perder
as eleições. No entanto, ao que tudo indica, o PSDB não vai
mais aceitar as imposições de Serra, que, nesse caso, pode até
vir a ser candidato à prefeitura de São Paulo, mesmo insistindo
que seu projeto é o nacional. Mas essa é uma briga entre os
tucanos que ainda vai longe. Aécio, no entanto, entra com
uma vantagem reconhecida por FHC na citada entrevista. Sua
enorme capacidade de arregimentar alianças, o que assusta
até o Planalto, que vê dedo do mineiro nas rachaduras que
começam a aparecer na base aliada. Tancredo, seu avô, venceu
no Colégio Eleitoral pela capacidade de desarrumar o
adversário.
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